IBNB

Contexto internacional

A Convenção da Diversidade Biológica da ONU vem já há algum tempo explorando novas maneiras de aprimorar a colaboração do setor privado no alcance das metas da CDB. A 8ª Conferência das Partes (COP 8), realizada em Curitiba no ano de 2006, menciona pela primeira vez em suas decisões a necessidade iminente do envolvimento do setor empresarial com a conservação da biodiversidade. Essa tendência foi se fortalecendo, culminando com a decisão da COP 10, em Nagoya, em 2010, que, entre outros elementos, determina que o Secretariado da CDB deve estimular o estabelecimento de iniciativas nacionais e regionais de negócios e biodiversidade, por meio da facilitação de um fórum de diálogo entre governos, negócios e outros stakeholders com foco no âmbito global.

Assim, o Secretariado se comprometeu a estimular a criação de iniciativas de negócios e biodiversidade em nível nacional, bem como oferecer mecanismos para a facilitação da comunicação entre as várias iniciativas no nível global. Entre os mecanismos oferecidos, o Secretariado procurou contatos chave em diferentes países para a realização de workshops nacionais de negócios e biodiversidade, buscando avaliar o interesse dos vários stakeholders na criação da iniciativa, bem como identificar organizações no nível local que pudessem vir a viabilizar o trabalho.

Como parte desse processo, a CDB lançou, no final do ano de 2011, a Plataforma Global de Negócios e Biodiversidade, que deverá assumir um importante papel na disseminação de informações entre as inúmeras iniciativas, na facilitação do diálogo entre stakeholders de todo o globo e na apresentação de inovações na área de conservação e pesquisa de novas ferramentas que possam ser utilizadas pelo setor de negócios na inserção da temática biodiversidade em suas estratégias de gestão, além de outros inúmeros benefícios que a plataforma promoverá. Desde então, o Secretariado vem ajudando na instauração de iniciativas em todos os países, oferecendo oportunidades para que essas iniciativas interajam de maneira positiva.

Objetivos

O objetivo da Iniciativa é atuar como canal direto entre o setor empresarial brasileiro e a Convenção sobre Diversidade Biológica. Desta forma, deve promover a cooperação e o engajamento do setor empresarial brasileiro no âmbito internacional. A Iniciativa representará o setor produtivo brasileiro na Plataforma Global, unindo esforços para garantir a representatividade e a efetiva atuação do setor empresarial nas negociações internacionais sobre biodiversidade.

Como interlocutor do setor empresarial brasileiro na CDB, a Iniciativa facilitará o acesso a informações sobre negociações e discussões internacionais relacionadas à biodiversidade. Além disso, permitirá contato com outras iniciativas e empresas do mundo todo, possibilitando troca de experiências, disseminação de boas práticas e estudos de caso, ferramentas, pesquisas e eventos diversos relacionados ao tema.

Os benefícios em médio e longo prazo são notórios. A Iniciativa Brasileira terá a oportunidade de divulgar internacionalmente o que o setor empresarial brasileiro tem feito, dispondo agora de um canal apropriado para fazê-lo, o qual intensificará a contribuição do setor na implementação dos objetivos da CDB.

Governança

SECRETARIADO EXECUTIVO

Encarregado de todas as atividades operacionais da iniciativa, como elaboração do plano estratégico e de trabalho que será submetido à aprovação do Comitê Executivo, organização de reuniões do Comitê Executivo, contratação de serviços terceirizados caso seja necessário, gestão das atividades administrativas da iniciativa, bem como atua como ponto focal para todos os assuntos relativos à IBNBio. O Secretariado Executivo é rotativo e seu mandato será de dois anos. A transição da gestão administrativa deverá coincidir com as COPs – Conferências das Partes da Convenção da Diversidade Biológica da ONU.

No Brasil

Primeiro País a assinar a Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), o Brasil está entre as nações com o maior índice de biodiversidade em todo o mundo. Estima-se que a biodiversidade existente no Brasil represente cerca de 20% de tudo o que há de vida no planeta. Além disso, cerca de 12% dos recursos hídricos mundiais disponíveis estão localizados no País.

Em seu território de cerca de 8,5 milhões de km2, as estimativas apontam mais de 100 mil espécies de animais e de pelo menos 46 mil espécies de plantas – sem contar micro-organismos, algas e diversos grupos biológicos nunca estudados. Um inventário sobre a biodiversidade brasileira, realizado pelo Ministério do Meio Ambiente, mostra que apenas uma fração das espécies brasileiras de animais estão descritas cientificamente. Em relação às plantas, somente cerca de 40 mil estão descritas, conforme o mais recente levantamento feito pelo Centro Nacional de Conservação da Flora (CNC).

Biodiversidade na Caatinga

Caatinga

844.453 km2

Anfíbios

49 espécies

Répteis

177 espécies

Mamíferos

178 espécies

Aves

591 espécies

Peixes

241 espécies

Biodiversidade na Mata Atlântica


Flora

aprox. 20.000 espécies


Anfíbios

370 espécies


Répteis

200 espécies


Mamíferos

270 espécies


Aves

849 espécies


Peixes

350 espécies

Mas à medida que avança, a ciência revela novas descobertas para o ranking da biodiversidade nacional. São 700 novas espécies de animais descobertas a cada ano no Brasil, enquanto uma nova planta é identificada a cada dois dias.

O Brasil possui seis biomas: Amazônia, Mata Atlântica, Cerrado, Pantanal, Caatinga e Pampas, além da Zona Costeira e Marinha. Em cada um dos biomas a diversidade biológica é surpreendente.

O Brasil abriga ainda dois hotspots de biodiversidade (áreas com grande número de espécies, alto grau de ameaça e prioridade mundial para conservação): a Mata Atlântica e o Cerrado, além de seis reservas da biosfera reconhecidas pela UNESCO. Por essas características, o Brasil é tido como um país de megabiodiversidade.

(Fonte: brasil.gov.br)